Linfoma BIA-ALCL

Com certa frequência somos questionados sobre os casos de Linfoma associados aos implantes mamários (Linfoma BIA-ACLC)

O fato é que existe sim, o risco de desenvolver Linfoma Anaplásico de Grandes Células, ou BIA-ALCL, em pacientes com implantes de silicone. Importante ressaltar que esse linfoma não é um tipo de câncer de mama – é um tipo de linfoma não-Hodgkin raro.  

O BIA-ALCL é encontrado na cápsula e no fluido ao redor do implante mas, em alguns casos, pode existir uma tumoração e até mesmo acometimento dos linfonodos. 

Atualmente são cerca de 600 casos de BIA-ACLC descritos em cerca de 25 países. Em 2011 a FDA identificou uma possível associação entre implantes mamários e o desenvolvimento de Linfoma Anaplásico de Grandes Células. 

Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu o linfoma (BIA-ALCL) como um linfoma de células T que pode se desenvolver após os implantes mamários. 

Algumas organizações profissionais nos EUA como a Plastic Surgery Foundation (PSF) e a National Comprehensive Cancer Network (NCCN), se empenharam em estudar e entender melhor a doença a fim de ajudar os médicos no diagnóstico e tratamento.

A Australian Therapeutic Goods Administration (TGA) mencionou ter feito uma análise detalhada em 46 pacientes com casos confirmados de BIA-ALCL em seu País, destas, 3 acabaram indo a óbito.

Sintomas e Tratamento

Para o tratamento desse tipo de Linfoma está indicado a remoção do implante e da cápsula que circunda o implante, Explante de Silicone em Bloco, e em casos mais complicados é adicionado quimioterapia e radioterapia. 

Caso você tenha optado pela utilização de implantes mamários é muito importante o acompanhamento junto ao seu médico com exames de rotina. 

É fundamental o acompanhamento das condições das próteses, principalmente se apresentar seroma de início tardio e persistente (coleta de fluido ao redor do implante), dores constantes, nódulos, inchaço e assimetria mamária. 

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